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quarta-feira, 25 de abril de 2012

Sobre o pranayama - Adi Shankaracharya



"O esvaziamento da mente de toda a ilusão é a verdadeira rechaka (exalação). A percepção de que "Eu sou Atmã" é a verdadeira puraka (inalação). E a constante firmeza da mente nessa convicção é a verdadeira kumbhaka (retenção). Esse é o verdadeiro pranayama."

Shankara - Em B.K. S Iyengar - A luz do Ioga

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Amritabindu Upanishad (Upanishad da Gota de Ambrosia)



Tem se falado que a mente humana
pode ter dois aspectos:
o puro e o impuro.
O impuro, se ela é escrava do desejo;
puro, quando ela está liberta do desejo.
Ora, é a mente (manas), só ela,
a causa imediata
tanto do cativeiro
como da liberdade dos humanos;
quando ela se apega aos bens deste mundo
é conduzida ao cativeiro,
mas, se ela se liberta desse apego,
é conduzida à liberdade.

Se, pois, para desejar a libertação,
é preciso ter a mente livre dos laços
do desejo dos bens deste mundo,
o homem quer a libertação
deverá primeiro cortar os laços
que mantém presa a sua mente.

Porque não é senão quando a mente,
livre de todo apego,
tiver conquistado a maestria interior,
destruindo assim o seu próprio ser,
que se atingirá o estado supremo!

Mas enquanto a instabilidade se instalar no coração
mais serão longos os esforços 
que precisará realizar para liberar a mente:
esses esforços são o que se chama
de Conhecimento e Meditação,
o resto não é senão bravatas e vãs dissertações!

Mas isto não significa
que esteja quase a recusar-se a pensar,
mais do que a se consagrar
ao único prazer de raciocinar!
De fato, é preciso refletir bem,
mas não permanecer na reflexão,
porque Brahman não será reconhecido
senão quando tiver a mente livre
de todos os sistemas preconcebidos.

É preciso, pois, combinar
a prática dedicada do Yoga
com  a enunciação da sílaba OM,
ainda que o silêncio produza na realidade
um benefício muito maior:
porque, quando não se mantém o silêncio completo,
não se busca o aniquilamento:
e é ao Ser que se visa!

É isso, isso somente,
Brahman sem divisão,
sem distinções, nem atributos.
E quando o yogin reconheceu
que ele mesmo é Brahman,
realizou para sempre Brahman.

Sim, ele estará livre por fim,
o yogin avisado que souber reconhecer
Brahman sem distinções, nem limites,
Brahman que não se pode nem provar,
nem explicar, nem demonstrar,
Brahman sem começo, nem fim!

Não! Não é nem o fim do mundo,
nem a sua primeira aparição;
nem o ser-nos-laços, nem o ser liberto;
nem o yogin buscando a sua libertação,
nem o yogin que a encontrou
assim, se diz, se define o Fim Supremo,
que está além de toda definição.

É preciso saber que a Alma é una,
mesmo se ela parece apresentar
formas e aspectos diversos
em vigília, nos sonhos e no sono profundo.
Porque, para quem sabe transcender a esses três estados, 
não há mais renascimento.

Sim, ela é una, a Alma
presente em cada indivíduo
embora ela pareça ao mesmo tempo
como múltipla e como única,
à maneira da Lua
refletida na água em movimento.

Quem transporta um jarro
transporta também o espaço que está nele.
Se quebra o jarro, ele está destruído,
não o espaço, que ele continha:
esse é propriamente indestrutível por si mesmo,
ainda que se tenha destruído o corpo que ela continha,
a alma individual assemelha-se a uma nuvem.

Sim, a alma é como o espaço
contido no jarro: são numerosos estes
e, portanto, quando um jarro é destruído
não se pensa que o espaço que ele continha foi destruído com ele
porque se sabe que o espaço é eterno.

Preso aos prestígios do verbo
não se vai ao fim supremo,
da mesma forma que não se encontra um lótus
ao procurá-lo nas trevas,
mas quando o consegue
vê-se logo a Unidade!

Portanto se diz que Brahman
é o Verbo, a palavra articulada.
Na realidade, quando a palavra é destruída
o que resta é o Verbo puro
a ressonância primordial
sabendo isso pode-se meditar sobre o Verbo,
se se desejar ter a paz da alma.

Eis duas doutrinas,
dignas uma e outra de serem conhecidas
porque Brahman é ao mesmo tempo o Verbo
e o Absoluto depois do Verbo.
É preciso de início conhecer o Verbo-Brahman
depois esquecer o Verbo e buscar o Absoluto.

O yogin então terá razão
de assimilar a fundo o conteúdo dos livros
com a condição de ultrapassar mais tarde esse estado
e de rejeitar todos os livros,
da mesma maneira como rejeita a casca
quem quer encontrar o grão!

Sabe-se bem que o leite
tem sempre a mesma cor,
quando as inúmeras vacas que o produzem
têm pelos de aspectos diversos:

Assim a ciência é única
da mesma forma que a cor do leite é imutável;
assim, as doutrinas são múltiplas,
como o são as cores das pelagens das vacas.

E o conhecimento está escondido
em cada indivíduo, da mesma forma que no leite
está a manteiga que não se pode ver
e é por isso que o yogin deve retirar de si
a manteiga interior, constante,
utilizando seu próprio espírito
como desnatadeira.

Pode-se dizer também da mesma forma
que tendo aguçado sua visão mental
o yogin extrairá de si mesmo o Supremo Brahman
como se extrai o fogo pela fricção de dois bastões.

Esse mistério indiviso
imóvel, dominado, eis o Fim supremo,
em direção ao qual o yogin se dirige
Ele o atingiu quando pode dizer:
"Esse Brahman SOU EU!"

Esse Brahman em direção ao qual se vai,
como em direção a um refúgio oferecido a todos os seres,
É Vasudeva (Vishnu), que reside em cada um
e marca todas as coisas com o selo do seu favorecimento!

Dizendo: "Eu sou Ele!"
Diz-se, na verdade, que se é o Deus Vasudeva;
Sim, diz-se com todo direito: "Eu sou Vasudeva!"
"Eu sou Vasudeva"

Tal é a Upanishad

FONTE:
TINOCO, Carlos A. As Upanishads do Yoga: Textos sagrados da Antigüidade. São Paulo: Madras Editora, 2006.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Poemas - Inefável Amplidão - Sri Aurobindo


Silêncio à minha volta.
Inefável Amplidão.

Brancas aves no oceano mergulhando
e vagueando um mar sem som
sobre um céu sem voz
azul sobre azul, 
mutuamente se fitando
identificado com o silêncio
e o só ilimitável.

Meu espírito amplia-se
abarcando o Universo.
Até que tudo que parecia
torna-se o real.

Uma única
singular vastidão de poder
Sem nome e sem corpo.

Lá está alguém que gera
Consciente e sozinho.
Sem morte,
Infinito,
Único.

Um quieto êxtase eterno
Reúne em meu coração todas as coisas.

Para Sempre!
Para Sempre!
Para Sempre!

Sri Aurobindo
(Em: Purna Yoga, Prof. Horivaldo Gomes)

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Poemas 12 - Samadhi - Paramahansa Yogananda



Samadhi

Levantados os véus de luz e sombra,
Evaporada toda a bruma de tristeza,
Singrado para longe todo o amanhecer de alegria transitória,
Desvanecida a turva miragem dos sentidos.

Amor, 
ódio, 
saúde, 
doença, 
vida, 
morte:
Extinguiram-se estas sombras falsas na tela da dualidade.

A tempestade de maya serenou
Com a varinha mágica da intuição profunda.

Presente, 
passado, 
futuro, 
já não existem para mim,
Somente o Eu sempiterno,  
onifluente, 
Eu, 
em toda parte.

Planetas, 

estrelas, 
poeira de constelações, 
terra,
Erupções vulcânicas de cataclismos do juízo final,
 
A fornalha modeladora da criação,
Geleiras de silenciosos raios X,
dilúvios de elétrons ardentes,
 

Pensamentos de todos os homens, 
pretéritos,
presentes, 
Futuros,

Toda folhinha de grama, 

eu mesmo, 
a humanidade,
Cada partícula da poeira universal,
Raiva, 

ambição, 
bem, 
mal, 
salvação, 
luxúria,

Tudo assimilei, tudo transmutei
No vasto oceano de sangue de meu próprio Ser indiviso.

Júbilo em brasa,
freqüentemente abanado pela meditação,
Cegando meus olhos marejados,
Explodiu em labaredas imortais de bem-aventurança,
Consumiu minhas lágrimas, 

meus limites,
meu todo.

Tu és Eu, 
Eu sou Tu,

O Conhecer, 
o Conhecedor, 
o Conhecido,
unificados!

Palpitação tranqüila,
ininterrupta, 
Paz sempre nova,

Eternamente viva.

Deleite transcendente 
a todas as expectativas da imaginação,
 
Beatitude do Samadhi!

Nem estado inconsciente,
Nem clorofórmio mental sem regresso voluntário,
 
Samadhi 

Amplia meu reino consciente
Para além dos limites de minha moldura mortal
Até a mais longínqua fronteira da 
Eternidade,
 
Onde Eu, 
o Mar Cósmico,
Observo o pequeno ego flutuando em Mim.

Ouvem-se, 
dos átomos, 
murmúrios móveis;
 

A terra escura, 
montanhas, 
vales são líquidos em fusão!

Mares fluidos convertem-se em vapores de nebulosas!
 
Om 

sopra sobre os vapores, 
descortinando prodígios.

Mais além,
Oceanos desdobram-se revelados, 
elétrons cintilantes,
 

Até que ao último som do tambor cósmico,
Transfundem-se as luzes mais densas em raios eternos
De bem-aventurança que em tudo se infiltra.

Da alegria eu vim, 
para a alegria eu vivo, 
na sagrada alegria,
Dissolvo-me.

Oceano da mente; 
bebo todas as ondas da criação. 
Os quatro véus do sólido, 
líquido, 
gasoso, 
e luminoso,
Levantados.

Eu, 
em tudo, 
penetro no Grande Eu.

Extintas para sempre as vacilantes,
tremeluzentes sombras,
Das lembranças mortais:
Imaculado é meu céu mental 

– abaixo, 
à frente 
e bem acima;
Eternidade e Eu, 
um só raio unido.

Pequenina bolha de riso,
eu,
Converti-me no próprio Mar da Alegria!  
  
Paramahansa Yogananda 



terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Meditação - Sri Ramakrishna


"O homem é como uma garrafa cheia de água,
fortemente arrolhada,
lançada no meio do Oceano. 
Tem dentro de si a mesma substância de que é feito o Oceano, 
mas a sua mente (a rolha) 
o impede de tornar-se 
Uno com essa imensidão" 

(Bhagvan Sri Ramakrishna Paramahansa )

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

A simbologia de Ganesha


1) Grandes Orelhas: Ouça mais
2) O Machado: Para cortar todos os laços de apego
3) Boca pequena: falar menos
4) Mãos abençoando: proteção espiritual
5) Grande estômago: pacificamente digere todo bem e mal da vida
6) O alimento em seus pés: O mundo inteiro espera a seus pés
7) Grande cabeça: pense grande!
8) Olhos pequenos: concentração
9) Corda: puxar para o objetivo supremo
10) pinta: retém o bem e deixa ir o mal
11) Tromba: Alta eficiência e adaptabilidade
12) Madoka (jóia): recompensa do sadhana (prática espiritual)
13) Rato: desejos mundanos: devem ser mantidos sob controle.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Seis estrofes sobre o Nirvana de Shankaracharya

 

OM

Não sou mente, inteligência, ego ou chitta. 
Nem ouvidos, nem língua, nem os sentidos do olfato e visão; 
Nem sou o éter, terra, água, fogo ou ar; 
Sou Puro Conhecimento e Bem-Aventurança; 

Sou Shiva! Sou Shiva!  


Não sou nem prana, nem os cinco elementos vitais. 
Nem os sete elementos do corpo, nem as cinco envolturas, 
nem mãos nem pés nem língua, nem órgãos de reprodução e excreção: 
Sou Puro Conhecimento e Bem Aventurança: 

Sou Shiva! Sou Shiva!


Nem aversão, nem apego tenho, nem cobiça nem ilusão. 
Nem sentido do ego ou orgulho tenho, nem Dharma ou Moksha.
Nem desejo da mente nem objetos do desejo. 
Sou Puro Conhecimento e Bem-Aventurança: 

Sou Shiva! Sou Shiva! 


Nem o que faz o certo nem o errado, nem prazer ou dor. 
Nem o mantra, o lugar sagrado, os Vedas, o sacrifício. 
Nem o ato de comer, aquele aque come, nem o alimento: 
Sou Puro Conhecimento e Bem-Aventurança: 

Sou Shiva! Sou Shiva!

Morte ou medo não tenho, nem distinção de casta. 
Nem pai nem mãe, nem mesmo nascimento eu tenho. 
Nem amigo, nem companheiro, nem discípulo nem guru. 
Sou Puro Conhecimento e Bem-Aventurança:

Sou Shiva! Sou Shiva!

Não tenho forma ou imaginação; 
sou o que tudo permeia. 
Em toda parte existo, contudo estou além dos sentidos.
Nem salvação sou, nem qualquer coisa que possa ser conhecida. 
Sou Puro Conhecimento e Bem Aventurança: 

Sou Shiva! Sou Shiva!

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Isso és Tu - Chandogya Upanishad

 

"No início havia a existência, 
apenas Um, 
sem segundo. 
Alguns dizem que no início havia 
apenas a não-existência, 
e que dela nasceu o Universo. 
Porém, como poderia ser tal coisa? 

Como poderia a existência nascer da não-existência? 
Não meu filho, no início havia apenas a Existência - 
somente Um, 
sem que houvesse outro. 

Ele, o Uno, pensou: 
Serei muitos, expandir-me-ei.
 Assim, 
projetou o Universo a partir de si mesmo, 
e entrou dentro de cada ser e de tudo. 

Tudo o que existe possui o seu ser somente nele. 
Ele é a verdade. 
Ele é a essência sutil de tudo. 
Ele é o Eu. 
E isso, 
Svetaketu, 
"ISSO ÉS TU" 
(TAT TWAM ASI) 

 Chandogya Upanishad

Nós te adoramos - Vishnu Purana

 

Nós te adoramos 
porque não naceste nunca 
e permaneces para sempre, 
indestrutível. 
Fora de ti só existe o vazio.
Estás presente em nossos corpos e em todas as coisas. 
Tu és a natureza intrínseca de tudo o que pode existir. 
Nós nos prosternamos diante de ti, 
Resplandecente, 
Semente de tudo que existe, 
Onipresente. 
Tu permaneces imutável, 
fora do alcance,
ignorando a impureza. 
O Ser supremo é teu centro, 
o Universo a Tua forma. 
Tu és o Ser eterno 
que não nasceu nunca" 

( Vishnu Purana )

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Patanjali Yoga

 

A Ciência do Yoga é uma das diversas contribuições originais da Índia para o mundo. Pretende-se descobrir e perceber a Realidade última através de práticas de yoga. Acharya Patanjali, seu fundador, era originário do distrito de Gonda (Ganara) em Uttar Pradesh. Prescreveu o controle do prana (sopro de vida) como meio de controlar o corpo, mente e alma. Isto posteriormente recompensa com uma boa saúde e felicidade interior. As 84 posturas de yogade Acharya Patanjali efetivamente melhoram a eficiência do aparelho respiratório, sistema circulatório, nervoso, digestivo e endócrino e muitos outros órgãos do corpo. A Ciência do Yoga ganhou popularidade devido à sua abordagem científica e benefícios. Yoga também detém o lugar de honra como uma das seis filosofias no sistema filosófico indiano. Acharya Patanjali será sempre lembrado e reverenciado como um pioneiro na ciência da auto-disciplina, a felicidade e auto-realização. 
Os Oito Princípios da Yoga de Patanjali são: 1.Yama (princípios éticos), 2. Niyama (princípios morais) 3. Ásanas (posturas físicas), 4. Prãnayamas (exercicios respiratorios), 5.Pratyaraha (remoção dos sentidos do mundo externos), 6. Dharana (concentração), 7.Dhyana (meditação), 8. Samadhí (realização da meta). 

 1. Yama) Na filosofia do Yoga, a moral ou a moralidade possui o significado de estar em harmonia com o Universo, estar em estado de harmonia mental. A harmonia mental é necessária para poder meditar, para que a mente flua livre, sem impedimentos. Então, o propósito de Yama é produzir um estado de equilíbrio mental, onde a relação os outros seja harmoniosa, serena, pacífica. A palavra Yama quer dizer “controle”, ou seja, como devemos nos controlar, nos comportar perante os outros. São ao todo cinco (5) princípios: 1. Ahimsa: Significa não ferir ou magoar a outro Ser com Pensamento, Palavra ou Ação.Também é traduzida como Não-Violência. 2. Satya: significa Verdade Benevolente, ou seja, guiar todos os pensamentos, palavras e ações com o espírito de bem-estar. 3. Asteya: Asteya significa abster-se de tomar, física ou mentalmente, o que pertence aos outros.  4.Brahmacarya: significa ver Brahman, a divindade, o Supremo, presente em todas as coisas. Ver a divindade, o valor e a bondade inatos em todos os seres ou coisas. Este conceito também está ligado a dominação dos impulsos sexuais. 5. Aparigraha: Significa evitar acumular coisas supérfluas em nossas vidas, ou seja, prega a simplicidade voluntária. 
2. Niyama) O segundo membro do caminho óctuplo de Patanjali é o Niyama, que significa literalmente “Auto-controle”. Repousa sobre cinco fundamentos: 1. Shaoca: Significa manter a limpeza e a pureza da mente, do corpo e do meio-ambiente.2. Santosa: Significa manter-se em estado mental equilibrado, em harmonia, em tranqüilidade mental, sendo que é traduzido literalmente por “Contentamento”.3. Tapah: Procurar realizar serviços desinteressadamente, fazer sacrifícios para beneficiar outros seres. É traduzido em algumas linhas de Yoga pela palavra “Ascese”. 4. Svadhyaya: Ler, estudar e entender temas espirituais, desenvolver o auto-estudo, manter-se em boa companhia, sendo traduzido literalmente por “Auto-estudo”. 5. Iishvara-Pranidhana: Significa procurar manter a nossa mente no ideal, ou seja, refugiar-se no Supremo. 

3. Ásanas) A palavra ásana significa postura confortável, ou seja, são as posturas, os movimentos realizados durante a pratica de Yoga. 
4. Prãnayama) Controle das energias vitais através de exercícios respiratórios. Existe uma relação direta entre nossa respiração, prãna (energia vital) e a mente, então através do controle respiratório podemos influenciar o fluxo de prãna (energia vital) no organismo humano, modificando o fluxo de pensamentos, de sensações, estimulando a paz e harmonia mental.  
5. Pratyahara) Significa retirar a mente das coisas mundanas. Para obter-se sucesso na meditação é necessário inverter o fluxo da mente, para que a mente flua para o interior, para dentro, em direção ao Ser, em direção a Atman (Alma / Espírito). 
6. Dharana) É traduzido literalmente como “Concentração”. No Raja Yoga ensina-se que o Dharana deve ser feito em um dos Chackras (centros energéticos sutis).
7. Dhyana) A verdadeira Meditação, ou seja, quando a mente flui espontaneamente em direção a Consciência Suprema. A palavra Dhyana significa literalmente “deixar a mente fluir”, portanto a intenção de Dhyana é que a mente flua para o alto, para dentro, em direção ao Paratman, ou seja, em direção ao Grande Espírito, em direção a Grande Alma, ao Poder Supremo. 
8. Samadhí) União Espiritual. Quando Jiivatman (espírito individual) funde-se com Paratman (Espírito Supremo). O Gheramda Samhita, possui um capitulo inteiro onde o Samadhí é descrito, sendo que começa da seguinte maneira: 7:1. O samádhi é um tipo de Yoga magnífico, que se adquire graças a uma grande dádiva. Obtêm-se samádhi graças à bondade e gentileza do guru, e,pela intensa dedicação que se lhe prestar. 7:2. Esta fantástica técnica de samádhi será prontamente dominada pelo yogui que tenha confiança no conhecimento, no seu guru e em si mesmo, e,cuja mente se abra à inteligência todos os dias. 7:3. Samádhi ou mukti é a libertação de todos os estados de consciência e consiste em separar manas do corpo para uni-lo a Paramatman. Existem diversas formas de definição do Samadhí, sendo que cada escola de Yoga o descreve de diversas maneiras. Entretanto as descrições são apenas mapas e não o território, ou seja, as descrições são importantes para entender o porquê desta busca, mas apesar de todas as palavras só se conhece verdadeiramente sentindo a Bem-Aveturança. 

Texto obtido em: http://www.centroflordelotus.com.br/?pg=112