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sexta-feira, 12 de novembro de 2010

A simbologia de Krishna




A roupa amarela: um dos nomes de Krishna é Peethambara Dhari (O que se veste de amarelo). Esta cor representa a terra e simboliza a Natureza (Prakriti). Assim, o Azul Krishna, vestido de amarelo simboliza o Infinito se revestindo de um corpo material e vindo à terra para representar um papel finito. O amarelo também está relacionado à Vishnu e ao Sol. Indica riqueza e nos lembra que o Senhor é o Sol da Consciência. 
A flauta: é o símbolo de que a divina música do Senhor está sempre nos chamando a ver nossa identidade com Ele. Também nos lembra a necessidade de nos livrarmos de nossos apegos materiais, transformando-nos em um instrumento oco, através do qual Divina Melodia possa fluir livremente
A coroa: indica que Ele é o Ser Supremo, o Senhor de tudo.A pena de pavão: enquanto está no chão, o pavão representa o ego, constantemente preocupado em exibir sua beleza. Porém, quando esquece sua vaidade e fecha sua cauda, o pavão levanta vôo em direção a Deus. 
A pena de pavão na cabeça de Krishna nos lembra que a verdadeira beleza está no Conhecimento de Deus, que nos faz voar até o Infinito e reconhecer nossa identidade com Ele. 
O Ponto Kasthuuri: Krishna usa um ponto de almíscar (Kasthuuri) na testa, representando a visão da Sabedoria, o olho que vê além das aparências e da dualidade. A jóia Kausthubha: a pedra preciosa que Ele usa em seu peito indica que Ananda (a Bem-aventurança) reside em Seu coração.
O Kankana: o bracelete que um hindu usa ao fazer um voto. Indica que Krishna tomou para Si o voto de estabelecer a Ordem e de estar sempre com aqueles que meditarem Nele, liberando os que realmente se entregarem.

OM Krishnaya Namah 


segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

A Tábua da Esmeralda - Hermes Trimegistus

 

"É verdade, correto e sem falsidade, 
que o que está em baixo, é como o que está em cima,
para realizar os milagres de uma coisa só.
Como todas as coisas derivam-se da Coisa Única, 
pela vontade Daquele que as criou, 
pelo poder de sua palavra, 
assim também tudo deve a sua existência a esta Unidade,
pela ordem Natural criadora.

O Sol é o seu pai, 
a Lua é a sua mãe, 
o vento o transporta em seu ventre, 
a terra é a sua nutriz. 

Este ente é o pai de todas as coisas do Mundo. 
Seu poder é imenso e perfeito.

Separarás a terra do fogo, 
o sutil do denso, 
com muito cuidado e grande habilidade. 

Ela sobe da terra ao céu e de novo descerá à terra, 
deste modo recebe a força das coisas superiores e inferiores.
Por este meio terás a glória de todo o mundo 
quaisquer trevas afastar-se-ão de ti. 
É a força forte de toda a força, 
pois vencerá toda a coisa sutil 
e penetrará toda a coisa sólida. 

Assim foi criado o universo. 
E, Disto surgem maravilhosas realizações, 
cujo meio está aqui.
 Por isso sou chamado Hermes Trismegisto, 
porque possuo poder sobre as três partes da sabedoria do mundo. 
O que eu disse da obra-mestra da Arte Alquímica, 
a Obra Solar, 
aqui está dito e encerrado. 
Tudo".

(A tábua da esmeralda - Hermes Trimegistus)  

A oitava cósmica - A origem dos nomes das notas musicais

 

O Raio da Criação, 
progredindo desde o Absoluto 
até os satélites dos planetas 
segue a cadência da Oitava -
Na tradição Gnóstica chamava-se 
a GRANDE OITAVA 
ou a Oitava Cósmica: 

1) DÓ: Deus, Absoluto manifesto - Sol central. DOminus 
2) Si: Céu estrelado, conjunto de todos os mundos - SIderus Orbis 
3) La: Nosso grande mundo: a via láctea - LActeus Orbis 
4) Sol:  SOL
5) Fa: Mundo planetário - FAtum 
6) Mi: Terra - mistura do bem e do mal - MIxtus Orbis 
7) Ré: Lua, a regente do destino humano, segundo os antigos - REgina Astris  

 


A simbologia de Ganesha


1) Grandes Orelhas: Ouça mais
2) O Machado: Para cortar todos os laços de apego
3) Boca pequena: falar menos
4) Mãos abençoando: proteção espiritual
5) Grande estômago: pacificamente digere todo bem e mal da vida
6) O alimento em seus pés: O mundo inteiro espera a seus pés
7) Grande cabeça: pense grande!
8) Olhos pequenos: concentração
9) Corda: puxar para o objetivo supremo
10) pinta: retém o bem e deixa ir o mal
11) Tromba: Alta eficiência e adaptabilidade
12) Madoka (jóia): recompensa do sadhana (prática espiritual)
13) Rato: desejos mundanos: devem ser mantidos sob controle.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

O Grande Hum

O Grande Hum

Significação simbólica do Grande HUM: 1) O Círculo Culminante se elevando em chama no espaço simboliza Vairoshana, personificando a sabedoria do Darma-Dátu, isto é, a Sabedoria daquele que constituiu o Darma-Caia. 2) O Crescente simboliza Acshóbia, personificando a Sabedoria-Semelhante-ao-Espelho. 3) A porção elevada simboliza Ratna-Sambava, personificando a Sabedoria-de-Igualdade. 4) O Ha (aspirado) simboliza Amitaba personificando a Sabedoria-de-discernimento. 5) O Ha (surdo) como o Signo-Vogal são Amorga-Sidi, personificando a Sabedoria-de-Toda-Perfeição. O HUM compreende, portanto, em seu simbolismo a natureza ou Essência das Cinco Ordens dos Budas de Meditação.

AUM SVÀSTI

O espírito dos Budas dos Três Tempos (presente, passado e futuro), sem excetuar nenhum. Imaculado por tempos infinitos, perfeito e ultrapassando o conceito e a definição. 
A personificação das Cinco Sabedorias, vazia, radiosa e sem impedimento eleva-se ou se manifesta a forma simbólica do HUM, claramente definida e completa em todas as suas partes e funções. Em razão da prática dessa Ioga da Visualização e Espiritualização do HUM os cinco venenos se transformam livremente nas cinco Sabedorias de natureza radiosa e atingindo assim os Quatro Corpos e as Cinco Sabedorias possa o Vajra (Imortalidade do espírito divino) do Coração ser realizado nesta vida mesmo. 

O mantra final: SARVA SIDHI CARISHIANTU

(*Sejam todas as perfeições da Ioga realizadas). 

SUBHAM**

(**Amém) 

(Em: O livro dos mortos tibetano - Lama Kazi Dawa Samdup: Livro V - O sendeiro das cinco sabedorias - Editora Hemus)

 
Mandala dos cinco Budas da Meditação

"A Sabedoria espelho que reflete as nossas percepções e os nossos atos, oferecendo à nossa vista a sua imagem exata. 
A Sabedoria igualitária, que percebe a origem e a unidade fundamental de todas as coisas. 
A Sabedoria discriminativa que através da unidade fundamental, diferencia e classifica as coisas, segundo a sua composição e propriedades particulares. 
A Sabedoria aplicada às ações e que assegura o êxito das atividades. 
A Sabedoria Universal, que penetra toda a esfera dos fenômenos, descobre a real natureza destes, dissipa a ilusão da existência durável de uma essência das formas e da personaliadade."
(Ralopa - séc IX) 

  
O Lótus ou Mandala dos Cinco Dhyány-Buddhas com seus aspectos femininos, qualidades e símbolos, de acordo com os ensinamentos do Bardo Thödol. Em: Fundamentos do Misticismo Tibetano - Lama Anagarika Govinda

O Adi-Buda: Segundo o Mahaiana, o Adi-Buda é o ser primordial que está na origem do Universo. Diferencia-se em cinco Diani-Budas. Os Diani-Budas são, por sua vez, Seres excelsos que se originaram da meditação ou do pensamento concentrado de Adi-Buda. Daí a denominação que significa "Budas da meditação". 
(Textos Sagrados do Tibete)