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domingo, 2 de janeiro de 2011

Livros - Spirulina. O Alimento Mundial. - Robert Heinrikson



Espirulina. O Alimento Mundial

Como esta micro alga pode transformar nossa saúde e nosso planeta.



Os custos secretos da nossa comida: 
Quadro comparativo entre os custos implícitos na produção 
de Algas (superalimentos como a spirulina)/alimentos orgânicos 
e do agronegócio/carne. 
(FONTE: Spirulina World Food)

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Livros - A jóia suprema do discernimento - Shankara


A Jóia Suprema do Dicernimento

Ó Senhor, que habitais em nosso íntimo
Vós sois a luz
No lótus do coração.
Om é o vosso eu,
Om, a mais sagrada das palavras,
Origem e fonte das escrituras.
Não pode a lógica descobrir-vos,
Ó Senhor, mas os iogues
Vos conhecem na meditação.
Em vós estão todas as faces de Deus,
Suas formas e aspectos;
Em vós também
Encontramos o guru.
Estais em todos os corações
E se, uma vez que seja,
Um homem abrir
Sua mente para receber-vos,
Em verdade esse homem
Será livre para sempre.

Jagadguru Adi Shankaracharya

quarta-feira, 24 de março de 2010

Leituras 32 - Shodoka - O canto do Satori imediato - Yoka Daishi

 


No budismo, a maior parte dos sutras foram escritos pelos discípulos de Buda, e depois comentados e traduzidos ao longo dos anos e dos séculos.

Segundo seus autores, esses comentários tomaram um aspecto religioso ou filosófico, histórico ou literário. Mas o "espírito do Buda", a natureza de Buda foram transmitidos, além dos sutras, por seu discípulo Mahakyaçyapa, o único que percebeu a total verdade do seu ensinamento. Um dia, em Benares, o Buda, à guisa de sermão, tomou uma flor entre os dedos e se pós a girá-la. Mahakyaçyapa compreendeu e sorriu. Com a flor, Buda lhe deu a essência do seu ensinamento: essa transmissão "de minha alma para a tua alma" se estendeu, através da sucessão de patriarcas, até a China, por intermédio de Bodhidhanna, e ao Japão, pelo Mestre Dogen e seus sucessores.

Assim sendo, podemos abordar o budismo de duas maneiras: pelos livros e textos e pela transmissão direta e viva de um mestre.A tradição pura do Zen situa-se além dos livros e dos sutras. Sem mestre, o Zen não existe. Nesse sentido, Bodhidharma falou:

"Transmissão particular além dos escritos.
Não se basear nos textos, Revelar diretamente a cada homem seu espírito original."


Bodhidharma não falava chinês e seu primeiro discípulo, Eka, não conhecia a língua indiana. Eles se compreenderam além das palavras, através dos gestos e do espírito. Assim nasceu o ensino do Ch'an, que no Japão se tomou o Zen e transmitiu-se o Espírito do Buda.

Algumas pessoas me perguntam por que eu não aprendo o francês; eu desejaria poder explicar tudo a vocês com numerosos detalhes e de modo muito mais abrangente. Eu me dirigiria ao intelecto e ao cérebro de vocês, e não à intuição, anulando assim a verdade essencial.

Cada mestre ensina de um modo particular e com sua própria personalidade. O ensino do Zen desenvolveu-se na China e no Japão através de poemas curtos, os koans, ou de expressões particulares. Assim, a forma poética chamada haicai, no Japão, foi muito influenciada pelo Zen.

"O ensino de um mestre zen deve ser como o discurso de um surdo' mudo." A língua do Zen não é nem o japonês, nem o inglês, nem o francês, mas a dos gestos, das expressões dos olhos, das mãos, dos pés, do como inteiro. O verdadeiro Zen se transmite "I shin den shin", da minha alma para a tua alma. Numerosas obras foram escritas sobre o Zen, mas elas só contêm uma pequena parcela de verdade. Elas nos deixam como o cego que acredita saber o que é uma cerejeira depois de ter o seu tronco entre os braços e depois de ter sentido a dureza da sua casca.

O Shodoka - "Canto do Satori Imediato" - é um dos quatro textos essenciais do Zen. Os outros são o Shin jin mei, escrito anteriormente pelo Mestre Sosan, o Sandokai do Mestre Sekito, e o Hokyo zunmai, do Mestre Tosan, que lhe são posteriores.Se quiser compreender o Zen através dos livros, é preciso antes conhecer essas quatro obras.

Num livro anterior, O verdadeiro Zen, comentei alguns poemas do Shodoka. Mas seria preciso revê-los e depois comentar o conjunto da obra. Espero que esta tradução e os novos comentários transmitam, o mais exatamente possível, o espírito, a forma e o sentido deste poema.

O Shodoka comporta 2.000 kanjis, ou ideogramas chineses, que se agrupam em 267 versos de 7 kanjis cada um, aproximadamente. O texto segue aqui a divisão em 78 poemas, adotada pelo meu Mestre, Kodo Sawaki.

Sho significa "experimentado, evidente, certificado" e, às vezes, "satori". Do designa "o caminho", o verdadeiro espírito, o verdadeiro ego, a vida eterna, universal.

Quando Deus não pode ser reconhecido, ele aparece. Onde ele não pode ser visto, ele existe. O verdadeiro Caminho, o da verdade cósmica, situa-se num tempo irreal e num lugar invisível. A maior parte dos homens não pode tocá-lo, nem vê-lo, mas seu lugar e seu tempo estão muito próximos de nós, estão "aqui e agora". O Caminho é aqui e agora. Este é o sentido do Shodoka.A verdade autêntica reside no sistema cósmico e nos fenômenos do real. Mas esses fenômenos reais devem ser criados a partir da fonte original e pura de Ku, o vazio. A sua realização gera uma vida maravilhosa, uma morte maravilhosa.O Mestre Yoka descreve como despertar para essa vida e para essa morte, como "decidir" nossa vida cotidiana, corno "cortar" nosso espírito e nosso ego.

Yoka Daishi morreu há mais de mil anos, em 713, mas seu Shodaka, ainda vivo em nossa época, está cheio de um frescor que não existe na maioria dos sutras e dos poemas antigos. O poema começa pela palavra Kimi (querido amigo) e não por zô (tu), como os outros textos, o que lhe dá um tom mais vivo e o toma mais próximo do leitor.

Em nossa época, os homens vivem pela metade. Em todos os campos eles estão "mornos", incompletos, semivivos e semimortos.Ninguém mais tem fé na verdade, ou em si, mesmo os professores, os políticos ou os cientistas. A especialização tornou-os homens incompletos.

O Shodoka está destinado a cortar todas as dúvidas que habitam os homens, a "cortar" seu espírito e a encontrar a verdade em Deus ou em Buda; através dele, o homem pode despertar para uma vida autêntica.

Ka significa "canto". O Shodoka não é propriamente um poema. mas um canto, forma mais popular que a poesia simplesmente lida. O ritmo da recitação permite extrair o sentido profundo, muito além das palavras. Esse ensinamento tem mais impacto que os textos complicados e didáticos sobre o budismo. Suas palavras são simples, mas exatas e precisas, coloridas e vivas. 

Taisen Deshimaru

 Obtido em: http://www.nossacasa.net/shunya/default.asp?menu=153



Leituras 31 - Sermões alemães - Meister Eckhart



domingo, 7 de fevereiro de 2010

Leituras 27 - René Guenón

 



René ( Jean-Marie-Joseph ) Guénon nasceu em 1886 em Blois, França. Obtém licenciatura em matemática e filosofia, lecionando durante alguns anos em Paris e, durante a guerra, na Argélia. Cedo domina o grego, latim, inglês, italiano, alemão, espanhol, sânscrito, hebraico, árabe e mais tarde, o chinês, mantendo conversação com seus interlocutores europeus e orientais em suas próprias línguas, para desconcerto de muitos deles, ao constatarem um francês dominar com maestria a língua e o espírito de civilizações distantes.
O mais decisivo em sua formação, sem dúvida, foram os dados doutrinais obtidos por via oral diretamente de representantes do hinduísmo (Escola de Shankara), do Islã (tariqah do Sheikh Elish El Kebir, da linha Alkbariana) e do Taoísmo (por intermédio do filho espiritual de Tong Sou Luat, eminente mestre Taoísta).
Muito cedo (com apenas 22 anos) seus escritos constituem força de autoridade incontestável, pelo inédito dos esclarecimentos e pontos de articulação até então desconhecidos do orientalismo oficial vigente. Guénon desmascarou conclusivamente dezenas de impostores, desde os grosseiros aos mais pretensamente refinados, angariando para si de um lado, a grata surpresa e agradecimento dos que buscavam o oriente autêntico e, de outro lado, o ódio e perseguições de uma imensa maioria surpreendida em suas falsas bases e artimanhas.
O mais eminente reconhecimento de valor partiu de autoridades orientais. Marco Pallis nos relata a perfeita ortodoxia de suas exposições constatada por lamas tibetanos; Ramana Maharshi denominou Guénon como "The Great Sufi" ; os verdadeiros mestres taoístas mais de uma vez designaram Guénon como o único ocidental nos últimos séculos que conseguiu captar e transmitir o verdadeiro espírito do Taoísmo.
Mas, o que diz Guénon ele próprio? "Todo o mérito desta obra está na doutrina oriental autêntica ali contida; meu trabalho é apenas transmiti-la da maneira mais clara e exata ao meu alcance".
René Guénon ( seu nome muçulmano era Shaykh 'Abd al-Wâhid Yahyâ ) morreu em 1951, no Cairo, para onde havia se mudado em 1930, sem nunca ter voltado à Europa.


Obtido em: http://www.reneguenon.net

Leituras 26 - Ananda Coomaraswamy

 



Ananda Kentish Coomaraswamy nasceu em Colombo, Ceilão, em 1877. Era filho de um deputado, Sir Muthu Coomaraswamy, e de uma inglesa, Elizabeth Beeby. Seu pai morreu quando Anada tinha dois anos de idade, e a mãe e o filho retornaram para a Inglaterra.
Coomaraswamy formou-se em geologia e botânica em 1900. Em 1902, foi morar no Ceilão, onde obteve seu doutorado estudando a mineralogia cingalesa e iniciou seus estudos de arte oriental. Em 1917, mudou-se para os Estados Unidos para atuar como o primeiro conservador de arte indiana do Museu de Belas Artes de Boston. Além de ampliar seus conhecimentos de arte, Coomaraswamy estudava línguas como o Sânscrito e o Páli, e se aprofundava nas escrituras e na literatura religiosa das tradições orientais e ocidentais.
Em 1933, tornou-se curador do Museu de Belas Artes, função que desempenhou até sua morte.
Durante sua longa vida, Coomaraswamy deu grandes contribuições nos campos da arte, da literatura e da religião. Coomaraswamy citava de cor textos sagrados ou filosóficos das mais diferentes tradições, os quais lia no original. De fato, ele dizia ter familiaridade com 36 línguas – e familiaridade significava para ele poder ler textos dessas línguas sem o uso do dicionário. Uma vez chegou a dizer que podia “pensar” em termos orientais e cristãos – em grego, latim, sânscrito, páli e em certa medida em persa e chinês!
Já um renomado scholar – Heinrich Zimmer se referiu a ele como “aquele nobre erudito sobre cujos ombros ainda nos apoiamos – Coomaraswamy conheceu em 1932 a obra de René Guénon e imediatamente compreendeu seu alcance e sua profundidade. A partir de então, tornou-se um dos fundadores da Escola Perenialista. Nesta última parte de sua vida, dedicou-se a explicar a metafísica e o simbolismo tradicionais. Seus escritos deste período estão cheios de referências a Platão, Plotino, Clemente de Alexandria, Philo, Santo Agostinho, Santo Tomás de Aquino, Shânkara, Mestre Eckhart e outros místicos alemães e orientais. Quando lhe perguntaram o que ele era, respondeu que era principalmente um metafísico, no sentido da Filosofia Perena ou Sophia Perennis.
Coomaraswamy morreu nos EUA, em 1947.

Obtido em: http://www.sapientia.com.br/akc.htm


As 29 obras relacionadas no link são:

1) Autoridad espiritual y Poder temporal
2) Coomaraswamy A. K. - Arte Y Simbolismo Tradicional 1
3) Coomaraswamy A. K. - Arte Y Simbolismo Tradicional 2
4) Coomaraswamy A. K. - Arte Y Simbolismo Tradicional 3
5) Coomaraswamy, Ananda Kentish - Artes y Oficios de la India y Ceilan
6) Coomaraswamy, Ananda Kentish - Articulos Selectos Metafisica
7) Coomaraswamy, Ananda Kentish - Autoridad espiritual y Poder temporal
8) Coomaraswamy, Ananda Kentish - Dos caminos hacia la misma cumbre
9) Coomaraswamy, Ananda Kentish - El tiempo y la eternidad
10) Coomaraswamy, Ananda Kentish - El vedanta y la tradicion occidental
11) Coomaraswamy, Ananda Kentish - Elementos de iconografia budista (texto y dibujos, sin lamina)
12) Coomaraswamy, Ananda Kentish - Figuras del lenguaje o figuras del pensamiento
13) Coomaraswamy, Ananda Kentish - Gotama el Buddha
14) Coomaraswamy, Ananda Kentish - Hindues y Budistas
15) Coomaraswamy, Ananda Kentish - Hinduismo y budismo
16) Coomaraswamy, Ananda Kentish - La doctrina india del fin ultimo del hombre
17) Coomaraswamy, Ananda Kentish - La faz oscura de la aurora
18) Coomaraswamy, Ananda Kentish - La transformacion de la naturaleza en arte
19) Coomaraswamy, Ananda Kentish - La verdadera filosofia del arte cristiano y oriental
20) Coomaraswamy, Ananda Kentish - La vision normal del arte
21) Coomaraswamy, Ananda Kentish - Los Nudos
22) Coomaraswamy, Ananda Kentish - Los Vedas
23) Coomaraswamy, Ananda Kentish - Mitos y Leyendas Hindues
24) Coomaraswamy, Ananda Kentish - Obras impublicadas
25) Coomaraswamy, Ananda Kentish - Sir Gawain y el Caballero Verde
26) Coomaraswamy, Ananda Kentish - Sobre la doctrina tradicional del arte
27) Coomaraswamy, Ananda Kentish - Sobre la traduccion
28) Coomaraswamy, Ananda Kentish - Sri Ramakrishna y la tolerancia religiosa
29) La Desacralización del Hinduismo
Boa Leitura!!!

Leituras 25 - A voz do Silêncio - Helena P. Blavatsky

 


De uma beleza poética, esta é a tradução do tibetano ‘O livro dos preceitos de ouro’, um dos mais belos da doutrina  budista. Na realidade, contém alguns preceitos pré-budistas, já presente nos Upanishads: não existe a separatividade, pois tudo no mundo está inter-relacionado, e o caminho para a felicidade é buscar o Eterno.

Leituras 24 - Aos pés do mestre - Krishnamurti

 


De tão alta opinião não participa apenas o insigne ocultista e escritor, pois este livrinho, originalmente editado em 1908/1909, foi desde logo traduzido e publicado em mais de quarenta línguas, inclusive o Esperanto e o método Braille. Suas reedições não pararam até hoje, e sua circulação se emparelha com a das obras mais universalmente aceitas, como a Bíblia, por exemplo. Milhões e milhões de pessoas de todas as idades e raças se têm beneficiado de suas instruções, e o seu notável autor, então com apenas treze anos de idade, é tido hoje como um dos mais profundos, mais lidos e mais ouvidos pensadores e instrutores do mundo.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Leituras 23 - A Ciência Sagrada - Jananavatar Swami Sri Yukteswar Giri





Magnífica exposição do conceitos da Ioga, por Sri Yukteswar, onde o Guruji recupera o elo entre a sabedoria Oriental e Ocidental.

"O objetivo deste livro é mostrar tão claramente quanto possível, que há uma unidade essencial em todas as religiões; que não há diferença nas verdades incutidas pelas várias crenças; que há apenas um método pelo qual o mundo, tanto externo quanto interno, evolui; e que há uma só meta admitida por todas as escrituras. Mas esta verdade básica não é compreendida tão facilmente. A discórdia existente entre as diversas religiões e a ignorância dos homens, tornam quase impossível levantar o véu e vislumbrar esta grande verdade. Os credos alimentam um espírito de hostilidade e dissensão; a ignorância alarga o abismo que separa um credo do outro. Só algumas pessoas especialmente dotadas podem sobrepor-se à influência de suas crenças declaradas e perceber a absoluta unanimidade existente nas verdades propagadas por todas as grandes religiões." (Swami Sri Yukteswar Giri)